Liderança e Comunicação: uma ferramenta indispensável para o líder melhorar suas relações

A comunicação é uma das principais ferramentas não apenas para os líderes, mas também para todo tido de profissional. O modo como nos relacionamos com os outros, com menor ou maior eficácia, depende consideravelmente do nosso estilo, poder e habilidade de comunicação. Passamos cerca de 75% do tempo nos relacionando com os outros e utilizamos a comunicação como elemento principal nesses relacionamentos.

Comunicação Verbal e Não Verbal

Em um processo de comunicação, há basicamente dois tipos de linguagem: a verbal e a não verbal. A linguagem verbal pode ser escrita (livros, cartazes, jornais, internet, etc.) e oral (diálogos, discursos, palestras, veículos de comunicação, etc.). Já a linguagem não verbal, é expressa por meio de gestos, postura corporal, expressões faciais, tom de voz, e até pelas roupas que usamos, entre outras diversas formas. Ela é tão importante quanto a linguagem verbal. Pois, muitas vezes, toda a comunicação verbal é desfeita em função de uma má comunicação não verbal, por não estarem em equilíbrio. Em síntese, por não conversarem entre si. Como exemplo, imagine um gestor falando para sua equipe sobre mudança de postura, energia e disposição, mas enquanto faz o seu discurso, está com as mãos no bolso, tem um jeito desleixado de se vestir, um andar lento e demonstra pouca disposição na sua postura e tom de voz. Agora que imaginaram, é possível perceber que praticamente todo o seu discurso torna-se inútil, visto que as pessoas geralmente estarão mais atentas à sua linguagem não verbal do que à verbal, principalmente por observarem total incongruência entre elas.

Portanto, dominar os dois tipos de comunicação para ser capaz de influenciar pessoas. No entanto, em diversas situações, não temos muita consciência do modo como nos comunicamos com os outros, deixando este processo no modo automático.

O Emissor e o Receptor da Mensagem

Quando estudamos ou falamos sobre comunicação, usualmente focamos no papel do emissor, ou seja, aquele que fala. E, acabamos esquecendo do outro sujeito tão importante quanto, o receptor. Pois, de nada adianta transmitir uma informação, se o meu receptor não conseguir entendê-la, não é mesmo? Portanto, é fundamental analisar esses dois agentes, o emissor (que fala) e o receptor (que ouve).

Vamos iniciar com uma breve reflexão, agora que entendemos a importâncias de ambos os papeis no processo de comunicação (emissor e receptor). Um dos itens mais importantes em um processo de comunicação, quando analisamos o receptor, é o que chamamos de escuta ativa, uma técnica de comunicação em que, em um diálogo, o receptor procura interpretar e compreender a mensagem que recebe. Estudos recente mostraram que boa parte das mensagens transmitidas não são bem compreendidas pelo receptor. Parte disso, ocorre porque o receptor não capta toda a informação, não a memoriza e, muitas vezes, não a compreende corretamente.

O Líder e a Escuta Ativa

Proponho então, um exercício. Vamos lembrar de alguma situação em que fomos receptores relapsos, o que com certeza já nos ocorreu mais de uma vez, onde nós escutamos, mas não ouvimos de fato o que está sendo falado, ou seja, não nos concentramos e não entendemos a mensagem. Certamente lembramos de várias, seja de quando tomamos o elevador com um vizinho e trocamos poucas palavras, ou quando algum colega ou familiar nos conta algo de pouca importância em um momento que estamos ocupados. Estamos de corpo presente, mas de mente ausente. Enquanto o emissor fala, o receptor divaga em seus pensamentos e preocupações. E, depois, para não mostrar que não entendeu ou que não prestou atenção, costuma dizer, tudo bem, entendi.

Voltando a assumir o papel do emissor, percebemos que não damos a devida atenção ao ouvinte durante uma fala ou mensagem e, tempo depois, percebemos que o processo de comunicação falhou e não sabemos de fato o porquê.

O processo de comunicação, para ser eficaz, deve proporcionar aos envolvidos, compreensão do que o outro pretende dizer. Para se estabelecer um processo de comunicação eficaz, mesmo no papel de receptor, as pessoas precisam praticar a escuta ativa. Sugiro que se concentrem mais no diálogo que está sendo estabelecido, olhando nos olhos do seu interlocutor, demonstrando interesse, fazendo perguntas relacionadas ao assunto tratado, reforçando algum pensamento ou expressão e, por fim, fazendo um breve resumo do que foi falado para se certificar que, de fato, a comunicação foi eficaz e foi compreendida. Essa eficácia pressupõe que os canais da comunicação estejam desobstruídos, de modo que o emissor, a codificação, a decodificação e o receptor não sofram interferências (ou ruídos) ao longo do processo. Isso pode ser estimulado de forma bastante simples. Durante um diálogo, assuma esta responsabilidade. É quase certo que seus interlocutores vão sentir-se envolvidos no diálogo e com o dever de lhe retribuir esta atenção.

É bom lembrar, ainda, que a boa comunicação pessoal desperta sensações. Ela consegue integrar corpo e mente; emoção e razão; razão e intuição. A boa comunicação ou a comunicação ideal não está calçada na forma como melhor nos expressamos, mas sim como possibilitamos que o nosso interlocutor nos compreenda da melhor forma possível. A verdadeira comunicação não se dá quando nos expressamos bem, mas sim quando somos bem compreendidos.

Assim, algumas atitudes são muito importantes, como por exemplo:   o fato de ser transparente; de manter um olhar firme nos olhos do seu interlocutor; de conhecer as expectativas do seu interlocutor; e, por fim, o fato de sempre procurar ser autêntico e falar a verdade. Essas e tantas outras atitudes similares contribuirão muito para que se abra um canal positivo de comunicação entre as duas partes.

Promovendo Empatia

O ato de bem comunicar-se é o ato de olhar além do espelho. É o ato de olhar para si e enxergar o outro, essa ação, tem um nome bastante conhecido, isso chama-se empatia. A expressão empatia vem do grego “pathos” e significa estado de alma. Pode ser definida como a capacidade de se identificar ou de se colocar no lugar do outro em determinada situação, ou seja, conseguir sentir o mesmo que o outro está sentindo.

Você já reparou como alguns profissionais, palestrantes e comunicadores conseguem expor suas ideias, seus pontos de vista e seus conteúdos com mais facilidade que outros? Há ainda outros que, ao falar, conseguem quase que, por unanimidade, o consentimento da plateia. As pessoas até involuntariamente sinalizam com a cabeça que estão em sintonia com o comunicador.

Pessoas que obtêm esses resultados geralmente conseguem estabelecer empatia em seu processo de comunicação. Ou seja, colocam- se no lugar do outro e, portanto, a mensagem chega com muito mais força e poder. Trata-se de um elemento simples, mas poderoso no processo de comunicação.

Não há dúvidas de que a empatia favorece muito as relações pessoais e contribui para que os gestores consigam, por meio de uma comunicação eficaz, mobilizar as pessoas em torno dos objetivos propostos.

O tema comunicação é vasto e exige muitas outras reflexões. Com certeza ainda iremos abordar muito mais na sequência.

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