Coaching: uma Poderosa Ferramenta do Líder

A gestão, em qualquer tipo de organização, tem-se tornado cada vez mais complexa, visto que instrumentos, metodologias e estilos de trabalho que eram adotados com eficácia há alguns anos, hoje, já não têm conseguido gerar resultados tão satisfatórios, principalmente na gestão de pessoas. O ato de compreender, desenvolver e envolver pessoas em projetos estratégicos de uma organização, tem exigido dos líderes o desenvolvimento de novas competências e metodologias de trabalho. E, nesse contexto, uma metodologia que ganha espaço considerável nas organizações é o coaching.

O termo coach, técnico ou treinador em tradução literal do inglês, originalmente foi adotado na área do esporte nos anos 70, mas posteriormente batizou o método “Coaching”. O profissional que media e executava as ações da
técnica, é chamado de “Coach”, enquanto quem é acometido do processo do coaching, é conhecido como “Coachee”.
Apesar de o nome estar um pouco banalizado, devido aos inúmeros institutos que certificam uma grande quantidade de profissionais para trabalhar com a ferramenta, com a promessa de trabalho em casa, mais flexível e mais rentável, o coaching se mostra uma poderosa metodologia de trabalho para os líderes e é largamente utilizado em países desenvolvidos há vários anos. Nos meados do século XX, passou a ser relacionado à administração, como um processo para gerar resultados e solucionar problemas. Foi nessa época que as primeiras técnicas de
desenvolvimento pessoal e humano começaram a ser utilizadas.

No Brasil, seu uso, apesar de recente, tem crescido exponencialmente e vem expandindo rapidamente para diferentes áreas profissionais, inclusive na educação. O Coaching e suas técnicas passaram, posteriormente, a ser utilizados no meio empresarial, mantendo originalmente o sentido de ser uma condução da pessoa a um desempenho mais elevado, ou simplesmente sair de um estado X para alcançar o estado Y.

O coaching é um processo que utiliza técnicas, ferramentas e recursos de diversas ciências com o objetivo de produzir mudanças duradouras na vida pessoal e profissional de um ou de um grupo de indivíduos. Esse processo parte da visualização clara dos aspectos individuais ou coletivos que contribuem ou dificultam a realização de seus objetivos. Quando bem conduzido, o coaching ajuda as pessoas a aumentarem sua autoconfiança, quebrando barreiras e limitações, levando-as a atingir potencial máximo e alcançar objetivos e metas pessoais e profissionais.

O coaching pode ser pessoal e profissional, e tem um período determinado para acontecer. O trabalho deve ter início com a definição do objetivo central que justifica o seu processo, bem como o estabelecimento de metas específicas. Em seguida, trabalha-se com o alinhamento de valores, a fim de permitir a análise dos fatores que contribuem ou impedem o alcance do objetivo e das metas. É possível, então, identificar se há e qual é o nível de congruência entre
valores, crenças e o objetivo do coachee. Também se avaliam as forças e fraquezas do indivíduo, que passa pelo processo e a identificação de recursos que tem ou precisa obter para alcançar o objetivo. Por fim, é definido e construído um plano com as estratégias e as etapas que o levará a alcançar os resultados desejados.

No setor educacional, identifica-se o uso da metodologia de coaching no trabalho com gestores, professores e alunos. Destaca-se o trabalho desenvolvido na gestão, onde percebe-se uma grande aderência e aceitação por parte dos gestores, sendo, inclusive, indicado pela Fundação Victor Civita como uma das ferramentas que devem ser utilizadas em programas de formação de gestores educacionais.
Tenho trabalhado diretamente como coach (e também como mentor/consultor) de líderes educacionais e utilizo essa metodologia nos programas de formação de gestores, nos quais identifico que os resultados obtidos mostram
avanços extraordinários. O que mais se destaca na minha observação, é que o coaching educacional tem oferecido subsídios ao gestor na elaboração de um plano de mudança para a instituição. Tal mudança ocorre em função do alinhamento do gestor em relação a diversas questões institucionais, tais como: a promoção do desenvolvimento de
professores, alunos e funcionários; a solução de conflitos; a identificação clara da visão e dos objetivos que a instituição deve perseguir e a implantação de um processo de gestão focado em resultados.

Na gestão educacional, há dois tipos de interesse no coaching. Há gestores interessados em participar do coaching como coachee e outros que buscam a formação em coaching com o objetivo de se tornarem coach educacional.
Os que ingressam como coachees contratam um coach ou participam de programas de formação em grupo. Os que buscam a formação em coaching, o fazem com o objetivo de se apropriar dessa metodologia e das suas ferramentas
para o uso no cotidiano da gestão educacional ou para atuar como coach de outros profissionais, inclusive fora da instituição. Nesse caso, o coaching tem permitido a conquista de uma nova profissão e fonte de renda para muitos profissionais.

Por fim, os primeiros resultados possíveis de observação, suscitam a conclusão de que os gestores que passam pelo programa ou que possuem formação, se tornam mais assertivos na condução de seus trabalhos e conseguem
utilizar ao máximo tanto o seu potencial, quanto o de sua equipe, aprimorando e acelerando os resultados individuais e da instituição educacional. Sem dúvida, é um grande ganho para a educação, tão carente das necessárias metodologias inovadoras que ajudem a promover a tão esperada revolução educacional.